Um longo tempo sem escrever para o meu filho, me fez pensar nele... não sei se menos ou mais. E as coisas indo 'tudo bem' me fizeram sentir saudade de quando algo vai bem mal.
Alilás, a saudade. Saudade que mudou uma proposição:
"Às vezes eu te amo, e quero passar o resto da minha vida com você; outras eu não quero nem que você apareça na minha frente."
Isso a saudade mudou. Mudou pr'um 'eu te amo' profundo. Do tipo:
"Em todos os segundos eu quis que você estivesse do meu lado, você não estava; e agora que eu estou com você, eu quero que esse segundo não acabe mais."
É dificil quando a gente não consegue proteger quem nós amamos. E é aí onde eu voltava a pensar em filhos, filhos... até onde eu vou poder protege-los?
Embora saiba que irei ama-los até o fim do mundo.
São questões aleatórias, jogadas, escritas aqui sem nenhuma preocupação muito clara com a concordância ou com a estetica do texto - algo que de certo me encanta.
É que hoje não há tempo, nem paciência pra pensar em estética. Eu só precisava escrever, e jogar em algum lugar essa experiencia louca de não existir por nove dias.
De querer estar a pelo menos uns 1.000km dali. De querer beijar, querer tocar, abraçar...
E depois da experiencia da inexistencia... a experiencia da súbita existencia.
Voltar foi duro. O mundo caindo depois de uns anos-luz na lua.
E como o peso é igual a massa vezes a aceleração, a gravidade triplicou. Tudo caiu com mais força, mais intensidade. E com uma velocidade que não dava nem pra ver onde tava a américa do sul.
Pra todo efeito, foi importante perceber que o que eu sinto é verdadeiro.
E me deparar com a possibilidade (real) da perda. Perder algo é um risco, que se corre inconscientemente, diariamente.
Espero não perder mais nada. Já chega.
Eu te amo, sei que você nunca vai ler, mas queria que você soubesse!
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