Te abandonei por uns tempos, mas cá estou eu novamente, te enchendo com uma daquelas sopas de letrinhas (daquelas que vem com mais 'a', 'e', 'i', 'o', 'u', porque são as letras mais infantis).
E sem tempo, sem palavras doces, belas, bonitas, ou o que for... cá estou eu, de volta! Sem licenças poéticas, rimas alternadas, métricas alteradas, e muito menos vergonhas na cara... eu volto pra te contar da minha vida.
Na verdade não te interessa o documentário para a aula de português (que é amanhã) que eu ainda não terminei. Interessa-te menos ainda, os gráficos da respiração pro trabalho de educação física (que também é pra amanhã). Não te interessam, meu caro não estimável, porque não me interessam também (tanto que estou aqui falando abobrinhas quando deveria os estar fazendo. ['os estar fazendo', ficou estranho... está certo? não sei.]).
Pois sim, existem coisas que de fato interessam - tanto a mim, quanto a você. Coisas que (feliz ou infelizmente) aconteceram durante todo este tempo que me poupei de sua companhia. Metade dessas coisas deveriam ter sido jogadas ao ar, mas não foram. E a outra metade deveriam ter virado texto, e não preciso dizer se viraram pois a essas alturas do campeonato, você já sabe (muito bem) que as coisas não são, exatamente, como deveriam ser.
Não existe a porcentagem das coisas que deveriam ser esquecidas, mas existem aquelas que merecem ser lembradas. Para tais, dei uma atenção especial, tomando cuidados para que não fossem esquecidas. Estão todas elas, muito bem lembradas, cada uma com seu curto espaço limitado de tempo, na minha agenda da escola:
Dia nove de abril, quarta-feira, acabam as possibilidades de um novo namoro. Na próxima quarta, dia 16, surgem novos olhares. No dia 17, surgem novas intenções. Na quinta, 20, eis que surge um beijo, entre aqueles novos olhares. Dia 25, sexta-feira, uma ida ao cinema. Um filme ruim, pra quem realmente não tava afim de prestar atenção na fotografia - eu não estava, e não prestei. No sábado, 26, não houveram beijos, mas palavras. Na quarta, dia 30, Cine Pe com alguns curtas bons (dos quais realmente valia a pena observar a fotografia) e outros que foram feitos para servir de desculpa querendo-se arrumar "algo" para fazer o tempo passar, e nós o fizemos. No fim das contas, uma noite de fofoca na casa da melhor amiga (como acabar um post sem falar de Milla?! impossível). E foi assim que tudo começou.
(Ok! Me sinto uma adolescente idiota do primeiro ano com medo que as coisas não tenham sido intensas o bastante.)
E passado o parênteses de auto-ego-mutilação, amigo cujo nome é irritante de ser pronunciado, passado esse momento que é só meu portanto a ti não interessa, eu volto a analisar/filosofar/fofocar, sobre o que aconteceu...
Como (assim espero) tu já percebeste, toda introdução é mais interessante do que o desenvolvimento - pelo menos os bons textos, são assim. Pois a introdução é um princípio, uma justificativa. É quando você responde: "por que raios eu tô lendo essa merda desse texto?". Afinal, algo que não é interessante no começo, no final é, no mínimo, motivo para suicídio.
E o que tá acontecendo agora, é o desenvolvimento.
A introdução foi bem legal. Tudo foi devidamente aproveitado, e como se não bastasse, anotado! Mas o desenvolvimento é a parte que, se não chata, é monótona. Porque é a parte "tudo igual". É a parte em que te jogam coisas que você já está cansado de saber, mas que mesmo asism você lê. Lê porque voltar no meio do caminho é perca de tempo; é perder o tempo da ida, o da volta, e não sair do lugar. E aí você lê esperando ansiosamente pela conclusão.
Porque a conclusão é a parte que te surpreende (e se não surpreender, pelo menos ela é conclusiva). E é na conclusão que se sabe se você diz: "Que texto foda!" ou então "Por que que eu li essa merda dessa texto?!". E é nela que você descobre, se você caminhou na beira da praia, ou numa esteira de academia.
Mas enquanto a conclusão não chega, inetimávelzinho (eu adoro me contradizer). Enquanto eu não me surpreendo, eu tento ser feliz com a monotonia do desenvolvimento. Escrevê-lo pode ser uma coisa muito boa, mesmo que a conclusão possa pôr tudo a perder.
Estou indo. Desculpe-me a despedida forçada.
Sei que passei horas te dizendo bulhufas que não te disseram nada, mas caso ainda não percebeste, olha a hora. Tenho muito que ir. Pois até mesmo os trabalhos não importantes, meu não estimável, precisam de uma conclusão.
Obrigada pela maravilhosa recepção, é sempre bom contar com você.
Da próxima vez te trago um doce. Boa noite!
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