Sentou-se embaixo daquele pé de manga, olhava para o céu de instante em instante.
Tranquila, ela aproveitava o vendo leve e desavisado tocando o seu rosto sem achar-se inconveniente.

Eu, estava indiferente. Imersa na profunda calma e sutileza do ambiente.
De súbito, passei a observa-la...

Ela era jovem, sonhava. E até contava os planos, frutos dos sonhos. Eu ouvia, desatenta.
Ela estava linda, naquele dia excepcionalmente.

Do futuro nós dissemos coisas, brincamos com outras.
Eu disse o que eu sabia: 'Tú és uma musicista.'
E ela, tentava concordar com os comentários alheios: '...mas tú és uma poetiza.'
Eu negava insistentemente: 'não, não sou!'
Enquanto ela, sem querer me convencia do contrário: 'Nós éramos.'

E éramos mesmo.
Poetizas inexplicavelmente adoráveis.
Colhíamos o sol para ir jantar. Tomar banho não era só se molhar.

E assim as rimas iam surgindo...
E sim, muitas delas sumiram, tão rapidamente, quanto surgiram.

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