Era de fato, o abraço mais sincero. Havia nos lábios o leve gosto do chocolate, gosto de chockito. Era o momento em que não haviam ponteiros, não haviam relógios, não haviam segundos. Não haviam previsões meteriológicas, nem se quer um sinal de chuva. Havia o sono. E a vontade do gosto doce, cada vez mais doce.

Os olhos permaneciam fechados por breves instantes enquanto o corpo não abria mão de seu calor agradável. Paz. Era tão bom estar ali.
Percebeu que agora estava deitada, não entendeu bem o porque e lembrou-se do que havia lido temos atrás:
"Que o amor é tudo o que existe,
E tudo o que sabemos do amor..."
Após refletir suas lembranças sentiu que um mão acarinhava sua cintura, e que sua mão esquerda embalava sutilmente aquele cachinho direito, de tom escuro. E soube, que o amor é tudo o que existe.

Instantes se passaram num tempo que não queria - embora devesse - parar.

Uma voz a chamava. Acordando-a, roubando àquela paz .
Antes do fim outra palavra, de outra voz, por sua vez mais leve e agradável. Dizia para ouvir, no entanto mais nada dissera. E o silêncio foi rapidamente preenchido por olhares. E ela ouviu, através deles, as palavras mais belas que alguém jamais saberá dizer.

Por fim, um último olhar. Mais calado - e belo - que os outros. Ao virar as costas, hesitou por deixar aquele abraço. Mas sabia que nos lábios sempre estaria a vontade do gosto doce que provara outrora.

1 Comment

  1. Anônimo on 18 de fevereiro de 2008 às 19:56

    que lindo.
    que lindo.
    que lindo.
    liiiindo. *-*
    amor, escreves melhor que eu, que qualquer pessoa, pois, quando escreves coloca um pouco de si no texto, e isso só me faz te imaginar, assim, linda, escrevendo.
    *-*

    te amo

     


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