quanto mais raras e vazias forem as rimas
mais distantes e sombrias, as esquinas
mais modernas e bonitas, as meninas

eu, deixo-me por aqui
recuso-me saber por onde ir

por onde quanto mas vastas forem as ruas
mais desertas, bem mais frias, mais escuras
por onde todos perderam vidas puras

eu, deixo-me levar pela chuva
pra rimar, como um cacho de uva

de onde quanto maiores e mais doces
mais verdinhas, cheirosinhas e de diversos sabores
mais sinceros serão, os meus amores

eu, deixo-me passar
invisível? mente quem não quer ficar

pois onde amores são sinceros
brejos são tão belos, amarelos
versos são mais serenos, mais discretos

eu, deixo-me escrever
forçando as rimas, as metáforas, vou viver

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