E nessas horas que eu não tenho você por perto, e sei que eu não posso ter, eu me pego parando pra pensar nas coisas simples que te fazem tão ímpar. Um número primo, eu diria até.
Coisas simples como quando te pergunto alguma bobagem, e sem hesitar você me responde sorrindo: "totalmente".
Coisas simples como quando você vem, e me abraça sem nada dizer, ou quando você me vocativa (esse verbo existe? vocativar?) com um trecho de uma bela música, pra amenizar a (má) notícia que vem no final.
Coisas simples como quando olho nos teus olhos e você está procurando um horizonte num lugar cercado de paredes.
Talvez o limite para você, não seja bem o fim.
E quando eu descubro, por um amigo ou por um acaso, que agora você está além dos limites que eu posso ter é a saudade o motivo. O motivo principal pelo qual eu paro, e penso, repenso, em todas as coisas simples ou não do nosso conviver, do nosso viver.
Mas talvez seja isso que me encanta, a sua inconstância.
Antes de ir dormir, você me diz: "amor, meu grande amor", um boa noite e "eu te amo". E quando eu acordo, procurando por você, procurando por todos os lados, eu percebo que você não está mais aqui. Que está distante, a quilômetros de distância, novamente.
E até quando você vai estar aqui?!
Até quando você vai estar aqui pra mim?
Postar um comentário